Kaká salva Brasil na Copa das Confederações – Brasil 4X3 Egito

15 de junho de 2009

A estreia do Brasil na Copa das Confederações não poderia ter sido mais sofrida. Mesmo desgastado por causa dos dois jogos válidos pelas Eliminatórias da Copa 2010 (contra Uruguai e Paraguai), o Brasil ganhou do Egito por 4×3 e largou na frente do Grupo B. O destaque foi Kaká, que marcou duas vezes. Abriu o placar com um belíssimo gol e salvou e salvou o Brasil do empate aos 45 do segundo tempo, cobrando pênalti. Agora a Seleção Brasileira espera o resultado de Itália e Estados Unidos, que se enfrentam ainda nesta segunda em Pretória, às 15h30m, para saber em que posição ficará na tabela da Copa das Confederações após a primeira rodada.

A estratégia de Dunga era matar a partida no primeiro tempo para poder poupar a equipe na segunda etapa, por isso a Seleção Brasileira começou a o jogo partindo pra cima do Egito, abrindo o placar logo aos 5 minutos. Kaká mostrou porque o Real Madri pagou uma fortuna para contratá-lo. Aplicou um chapéu no defensor egípcio, com um toque tirou outro da jogada e bateu no canto do goleiro, com extrema categoria. Uma golaço de Kaká, que promete disputar com Fernando Torres da Espanha o título de melhor jogador da Copa das Confederações.

Kaká comemora seu primeiro gol contra o Egito. Um golaço!

Kaká comemora seu primeiro gol contra o Egito. Um golaço!


Mas os egípcios mostraram que não são ingênuos, muito pelo contrário. Bi-campeão da Copa da África, o Egito não se intimidou e mostrou que é uma seleção experiente, partindo pra cima e empatando a partida aos 7 minutos. A defesa brasileira deu uma relaxada e permitiu um cruzamento certeiro da direita que acabou numa bela conclusão de cabeça do atacante Zidan. Galvão Bueno narrava a partida e brincava com o fato do nome ser muito parecido com Zidane, mas o futebol nem tanto. Devia ter ficado de boca fechada.

O Brasil continuou determinado a matar o jogo logo no primeiro tempo, evitando que o cansaço atrapalhasse uma possível vitória no segundo tempo. Continuou em cima do Egito e conseguiu ampliar aos 11 minutos, sem dar tempo de se preocupar com a reação egípcia. Elano bateu falta pra dentro da área e Luís Fabiano desviou de cabeça, voltando a balançar a rede do goleiro El Hadary. O Brasil retomava a vantagem e as rédeas da partida, num começo de jogo avassalador.

Daí em diante, a seleção desacelerou o ritmo e tocou mais a bola, conservando as energias. O Egito continuou tentando algumas jogadas ofensivas, demonstrando que a defesa brasileira tinha motivos para continuar se preocupando com seus dois perigosos atacantes. Mas aos 37 minutos, o Brasil marcou o terceiro em uma cobrança de escanteio, pavimentando o caminho para uma vitória aparentemente tranquila. Elano novamente levantou para a grande área e Juan, mesmo sendo puxado pela camisa, testou com força para o fundo do barbante. Brasil 3×1 Egito e fim do primeiro tempo.

Com a partida nas mãos, o Brasil voltou para a segunda etapa com o intuito claro de se poupar. Muito toque de bola e o time esperando o Egito para partir em contra-ataque. Mas os egípcios, que aceitavam passivos a troca de bola brasileira no primeiro tempo, tinham outros planos. Eles voltaram com uma postura mais agressiva e resolveram não mais assistir ao jogo. Aos 9 minutos, em boa trama de ataque, Shawky acertou um belo chute da entrada da área, no canto de Júlio César, diminuindo o placar.

Na saída de jogo, o Brasil perdeu a bola e permitiu um rápido contra-ataque egípcio que resultou em mais um gol. Zidan recebeu passe em profundidade e bateu sem chances para o arqueiro brasileiro. Um minuto depois de marcar o segundo gol, o Egito empatava a partida aos 10 minutos do segundo tempo e frustrava os planos do técnico Dunga, que queria poupar o time de um desgaste desnescessário. O Brasil agora teria que correr atrás depois da pane geral e do susto.

Esse Zidan é bom de bola. Marcou duas vezes contra Júlio César.

Esse Zidan é bom de bola. Marcou duas vezes contra Júlio César.


Mas as pernas começaram a pesar, num misto de nervosismo com o cansaço já previsto. Muitos passes errados, marcação frouxa no meio-campo e nenhum ímpeto ofensivo. Agora parecia que a Seleção Brasileira não teria mais forças para evitar que a partida terminasse empatada. Pior, o Egito jogava melhor e estava mais perto do quarto gol. Um fiasco parecia inevitável.

Estreiar com derrota seria não só desastroso, mas poderia representar uma eliminação precoce. O próximo adversário do Brasil são os Estados Unidos, teoricamente mais fortes que o Egito e que sempre deram trabalho para nossa seleção. Depois o Brasil enfrenta a Itália, fechando a fase de grupos. Daria até para buscar a classificação, mas ninguém quer ficar em segundo e pegar logo a Espanha na semi-final, já que ela deve ser a primeira do outro grupo e é favoritíssima, juntamente com o Brasil.

Uma vitória era imprescindível para confirmar esse favoritismo e espantar o fantasma da eliminação. Mas quanto mais o tempo passava, menos eram as chances brasileiras de criação. Dunga colocou Alexandre Pato no lugar de Robinho – que não jogou nada – e Ramirez no lugar de Elano. Pato entrou muito mal, querendo resolver sozinho e desperdiçando a maioria das jogadas. Ao invés de passar para os companheiros de ataque, prendia desnescessariamente a bola, puxando a marcação para si e sendo pouco objetivo. Quando não tinha mais saída, arriscava chutes improdutivos que acabavam nas pernas dos marcadores. Ramirez, mais veloz e ofensivo do que Elano, entrou melhor no jogo, mas sofreu com a falta de fôlego dos seus companheiros do meio.

Com 35 minutos, o Brasil parou de vez. O Egito tinha mais posse de bola e envolvia com toques rápidos. Dunga se irritava com os passes errados e não sabia mais o que fazer para motivar os jogadores. Tentou uma última alteração, André Santos no lugar de Kléber. O lateral do Corinthians é mais ofensivo e chuta bem, além de ser fôlego novo. Mas o estreante também nada acresecentou. Nervoso pelo peso da estreia com a camisa amarela, errou logo na primeira jogada. Não conseguiu matar um lançamento feito no seu pé e depois se limitou a ajudar na marcação.

Quando tudo parecia perdido, o Brasil encontrou um gol. Aos 41 minutos Daniel Alves sofreu falta dura de Sayed Mowad na lateral. O egípcio levou cartão amarelo e Daniel Alves se preparou para levantar na área. A bola atravessou a defesa do Egito e encontrou Lúcio sozinho. Ele emendou para o gol e o número 3 do Egito, Ahmed Al Muhamadi, salvou em cima da linha com o braço. O juiz marcou pênalti depois dos gritos dos jogadores brasileiros e de ter sido alertado pelo fone de ouvido, expulsando de quebra o jogador egípcio. Kaká chamou a responsabilidade e cobrou no canto do goleiro, sem chances de defesa, aos 45 minutos do segundo tempo. Brasil 4×3 Egito, no maior sufoco.

Kaká faz de gol de penâlti aos 45 do segundo tempo, salvando o Brasil.

Kaká faz de gol de penâlti aos 45 do segundo tempo, salvando o Brasil.


Júlio César ainda fez boa defesa num chute de fora da área do jogador Eid e o Brasil conseguiu segurar a vantagem. Uma estreia emocionante numa partida com 7 gols onde depois de passar por maus momentos, o Brasil ressuscitou e conseguiu o que mais importava, a vitória. Esta foi a quinta vez que Brasil e Egito se enfrentaram e também a quinta vitória brasileira no confronto. Nas quatro vezes anteriores, a Seleção Brasileira só havia tomado um gol dos egípcios, em uma partida realizada no ano de 1960. Hoje eles resolveram compensar metendo 3 na muralha chamada Júlio César.

O próximo jogo do Brasil será contra os Estados Unidos. Brasil e EUA é na quinta-feira às 11h. Como sempre, confira tudo sobre a partida aqui!

Assista os gols de Brasil e Egito

Ficha técnica Brasil 4×3 Egito
Estádio: Free State Stadium, Bloemfontein (AFS)
Data/hora: 15/6/2009 – 11h (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (ING)
Auxiliares: Peter Kirkup (ING) e Michael Mullarkey (ING)
Cartões amarelos: Moawad (EGY)
Cartões vermelhos: El Mohamadi, 44’/2ºT (EGY)
GOLS de Brasil e Egito: Kaká, 5’/1ºT (1-0); Zidan, 9’/1ºT (1-1); Luís Fabiano, 11’/1ºT (2-1); Juan, 36’/1ºT (3-1); Shwanky, 8’/2ºT (3-2); Zidan, 9’/2ºT (3-3); Kaká, 45’/2ºT (4-3)

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kleber (André Santos, 37’/2ºT); Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires, 17’/2ºT), Kaká e Robinho (Alexandre Pato, 17’/2ºT); Luís Fabiano. Técnico: Dunga.

EGITO: El Hadary, Hani Said, Gomaa e Ahmed Said; Fathi, Hassan (Ahmed Eid, 5’/2ºT), Shwanky, Hosni (El Mohamadi, 30’/2ºT) e Moawad; Aboutrika e Zidan. Técnico: Hassan Shehata.

1 Comentário

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  1. bruno
    out 06 at 10:39

    kaka vc e o luii fabiano são meu fã
    eu tenhosuas camisa su chutera vcs
    e os melhores jogadores de futebol
    que euu acho

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