Holanda 5×1 Espanha – Vingança com requintes de crueldade

13 de junho de 2014

Espanha x Holanda reeditaram a final da Copa de 2010 e fizeram o primeiro grande jogo da Copa do Mundo 2014. Na verdade, a Holanda fez o primeiro grande jogo. A Espanha até começou melhor, impondo seu jogo de toque e posse de bola e acabou brindada com um erro de arbitragem, um pênalti que não existiu em cima do brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa. Aos poucos a Holanda foi encaixando seu jogo, com boa marcação no meio e um contra-ataque em altíssima velocidade, mortal.

Dessa maneira, a eterna laranja mecânica foi construindo sua vitória acachapante e se vingou com requintes de crueldade da final da última Copa do Mundo. Van Persie e Robben brilharam.

Estilo de jogo espanhol está acabado?

Depois de perder a final da Copa das Confederações para o Brasil pelo placar de 3×0, o estilo de jogo espanhol, de posse de bola, passes rápidos e precisos à espera de infiltrações pontuais, começou a sofrer críticas. O Barcelona, que tem o estilo de jogo igual ao da seleção, foi eliminada da Liga dos Campeões com facilidade. O Bayern de Munique, que começou a jogar de forma parecida sob influência de Pepe Guardiola, também foi eliminado de maneira vergonhosa pelo Real Madrid, que também utilizou a marcação e rapidez de seus craques para detonar o bicho-papão bávaro.

Será que o estilo de jogo espanhol está morto e enterrado? Não achamos que seja bem por aí, na verdade alguns times e seleções aprenderam a combater esse estilo de posse de bola, utilizando muita marcação, roubadas de bola e partida rápida em contra-ataques sempre verticais e objetivos. Mas para isso, é necessário jogadores rápidos e bons. Foi assim no Real Madrid com Cristiano Ronaldo, Di Maria e Bale, e com a Holanda agora, com Sneijder, Van Persie e Robben. O Brasil Também triunfou na final da Copa das Confederações com Neymar comandando os contra-ataques brasileiros. Contra seleções mais limitadas, é provável que a Espanha ainda se saia bem com esse jeito de jogar, mas é preciso criar alternativas para não ser surpreendida com a enorme facilidade de hoje.

Xavi havia dito em entrevista, antes do jogo, que a Espanha viveria e morreria jogando assim. Louvável, mas é preciso criar as tais alternativas de jogo. A escalação de Diego Costa foi uma tentativa de se fazer isso, com a Espanha ganhando mais profundidade de ataque, podendo ter a opção de enfiar bolas para o atacante – foi assim que saiu o lance do pênalti. Mas falhas defensivas da Espanha, que não foram corrigidas à tempo, determinaram a derrocada da Fúria. A Espanha não está preparada para perder bolas na intermediária adversária e tomar contra-ataques rápidos. A defesa fica exposta, sem cobertura do meio-campo ou laterais.

É preciso mais trabalho para acertar novas alternativas de enfrentar adversários fortes, que já sabem jogar contra o estilo espanhol, tudo isso sem perder a identidade espanhola de jogar.

Holanda x Espanha Copa 2014

Melhores Momentos de Holanda 5×1 Espanha

Acompanhe o massacre laranja em cima da Fúria espanhola.

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