Eliminados da Copa 2014 – Espanha Já foi na barca

21 de junho de 2014

Mal começou a segunda rodada da Copa 2014 e já temos as primeiras seleções eliminadas. A primeira foi a Austrália, que perdeu seu segundo jogo para a Holanda por 3×2 e deu adeus à competição. Pelo menos foi eliminada de forma digna, jogando uma bela partida contra os holandeses. Chegou a virar a partida, levou o empate, teve chance de ganhar o jogo mas levou um gol que sacramentou a derrota e sua eliminação.

Camarões foi mais uma a ser eliminada. A derrota para a Croácia por goleada (4×0) foi humilhante e evidenciou os vários problemas da delegação camaronesa, da ameaça de greve por causa de salário até o racha entre dois jogadores, Eto’o e Song, que foi expulso no jogo de hoje e nem cumpre tabela contra o Brasil segunda-feira.

Mas, a eliminação mais dolorida, mais humilhante, mais inesperada, foi a da Espanha, e merece mais espaço.

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Uma fúria que não mete mais medo em ninguém

A Fúria espanhola não passou de um espirro na Copa 2014. Depois de estrear tomando uma goleada acachapante da Holanda, os espanhóis decidiriam sua permanência na competição contra o Chile, no Maracanã. O Chile venceu a Austrália na estreia, então podia empatar ou até perder que continuaria com chances de classificação. Para a Espanha só restava vencer ou voltar mais cedo pra casa. Um empate seria ruim também, já que o Chile jogaria contra uma Holanda já classificada precisando apenas empatar. Mas o que se viu no Maracanã foi um passeio chileno pra cima da Espanha. 2×0, com a Espanha jogando mal mais uma vez e saindo melancolicamente.

Em uma tarde em que o Maracanã foi invadido e tomado pelos chilenos, sua seleção abriu o placar logo aos 19 minutos. Sanchéz começou a jogada que passou por Aránguiz e chegou aos pés de Vargas. O atacante driblou Casillas com um toque e com outro toque rápido empurrou para o fundo da rede. Ainda no primeiro tempo, o golpe final na combalida Espanha. Aos 43, Sánchez bateu falta para defesa de Casillas, mas no rebote Aránguiz chutou meio de bico e fez o segundo gol.

No segundo tempo, a Espanha voltou mais determinada, atacou mais, mas o Chile marcou bem e foi sempre mais perigoso nos contra-ataques, estando mais perto de marcar o terceiro gol do que de levar o primeiro.

Perto do fim, o tik-taka espanhol soou como o tic-tac de uma bomba relógio, que estava prestes a explodir e levar junto a lendária seleção espanhola bi-campeã europeia e campeã do mundo. Está na hora de renovar não só a seleção, mas todo seu estilo e filosofia de jogo. Não precisa deixar de lado o toque de bola do tik-taka, mas é preciso incorporar outros ingredientes pra engrossar mais esse caldo. Quem sabe então, a Espanha pode voltar a assustar alguém.

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