Alemanha 7×1 Brasil – Humilhação Histórica na Copa 2014

9 de julho de 2014

O Brasil não era favorito, todos sabiam disso. Em condições normais de temperatura e pressão, atualmente a Alemanha é melhor do que a seleção brasileira. Mas aí adicionamos o fator casa, afinal a Copa 2014 é no Brasil. Contra a Colômbia o time até melhorou levemente, passando sufoco no final do jogo mas vencendo a partida no tempo normal. Nos enganamos achando que o jogo poderia ser parelho, que o Brasil poderia, sim, ir pra final. Afinal, futebol é assim. Duas seleções grandes se enfrentando, poderia dar qualquer uma.

Porém, o que aconteceu no Mineirão, em uma das semi-finais da Copa 2014, entrou para história das Copas e do futebol mundial como uma das maiores humilhações sofridas por uma seleção mundial. No dia 8 de julho de 2014, o Brasil tomou de 7×1 da Alemanha, em uma semi, na Copa disputada em solo brasileiro. Nem nos piores pesadelos alguém poderia imaginar isso. Perder da Alemanha seria um resultado normal, perder de 1, 2, 3… vá lá, 4 a 0. Seria goleada, mas não seria tão humilhante. Não seria um vexame histórico como uma goleada de 7 gols, onde a Alemanha tirou o pé, senão poderia ter feito 10, 15.

Na verdade, parecia um time profissional jogando contra um amador. Nunca uma seleção considerada grande foi tão humilhada assim em Copas. Em 27 minutos o jogo já tinha acabado, com a Alemanha fazendo 5×0. Não deu nem tempo de torcer, apenas abrir a boca em total perplexidade. Nunca, jamais, uma seleção brasileira jogou tão mal assim, foi tão humilhada e sofreu um vexame tão grande, que ficará marcado nos anais da história do futebol.

Mas, não devemos culpar os jogadores. Os culpados são a CBF e a comissão técnica escolhida, com Felipão e Parreira à frente. Esses são os verdadeiros vilões. Deu muita pena ver os jogadores perdidos em campo, sem organização, sem comando, sendo massacrados pelos alemães. Não tem desculpa de que deu um apagão, a realidade é que foi um jogo entre um time altamente organizado, muito bem treinado, com ótimos jogadores, contra um bando em campo mais perdidos que cego em tiroteio, reunidos por um asno cujo “trabalho” se resume a motivar e acha que isso ainda ganha jogo. Quando os jogadores se deram conta disso, já tinham sido atropelados por um caminhão no Mineirão. E ninguém anotou a placa.

Alemanha humilha o Brasil

Morte Anunciada – futebol brasileiro sofre mais um choque de realidade

Já criticamos duramente o trabalho de Felipe Scolari aqui no site. Não somos fãs dele, não compramos o seu “carisma”, que o fez fazer tantos anúncios publicitários antes e durante a Copa. Escrevemos anteriormente que seu método de trabalho e conhecimento do futebol estava obsoleto, ultrapassado. Reflexo do futebol brasileiro como um todo, que parece ainda estar no século passado. As pessoas que comandam o futebol no Brasil só servem aos seus próprios interesses, desde a CBF até as federações. Colocar Felipão de técnico da seleção só mostra o total despreparo e desconhecimento do esporte por parte dos chefões da CBF, Marin e Del Nero. Aliás, no deserto que é hoje o futebol no país, não existe técnico capaz de enfrentar as melhores seleções européias de igual pra igual no plano tático. Talvez um técnico estrangeiro? Sim, pode até ser, mas o futebol do Brasil precisa mudar como um todo, proposta que o movimento de jogadores Bom Senso Futebol Clube já vêm propondo.

O futebol evoluiu, e muito, na última década. É praticamente outro esporte, com outros conceitos, ideias e profissionalismo. Os clubes europeus são empresas, geridas por administradores competentes, chefiados por treinadores atuais, que ditam o que existe de melhor no futebol. Basta acompanhar a Champions League, competição anual onde os melhores clubes europeus se enfrentam. Os jogos estão à anos luz dos jogos do nosso pobre brasileirão.

Felipão, para quem já esqueceu, rebaixou o Palmeiras para segunda divisão e como prêmio ganhou o cargo de treinador do Brasil. E não me venham dizer “ah, mas ele ganhou a Copa de 2002”. Sim, ele ganhou, há 12 anos atrás. E as ideias dele, o modo de trabalhar, são as MESMAS de 12 anos atrás. Futebol não se ganha mais só com motivação, um esquema tático pobre, sem alternativas e 11 jogadores que têm que se virar no campo, pois não receberam treinamento tático adequado, não têm estratégia e nem alternativas de jogo. Nem jogadas ensaiadas nós temos!

Hoje, o futebol se ganha com competência aliada à técnica e tática. Competência de saber planejar à frente, como a Alemanha fez após a Copa de 2002, onde perdeu para o Brasil. Ali o sinal vermelho acendeu e um planejamento à longo prazo começou. Agora, tanto os clubes alemães quanto a seleção daquele país estão colhendo os frutos. Mas, trata-se de um país sério, que leva as coisas à sério. Para eles, o futebol não é só entretenimento, virou negócio lucrativo para os clubes, ajuda na economia do país e isso tudo se reflete na organização e competência da seleção alemã. E o espetáculo é maior e melhor para a torcida.

Por aqui, vivemos sempre o imediatismo. Não há planejamento há longo prazo, nem organização, nem desejo para isso por parte da CBF. Dessa vez, trocaram Mano Menezes por Felipão porque o Brasil tinha que ganhar a Copa no seu país. Estratégia brilhante, realmente. O que os prezados senhores da CBF conseguiram no final foi jogar a gloriosa história da nossa seleção no lixo, com uma humilhação histórica. Felipão convocou mal, treinou mal e escalou mal o time hoje. Até agora estamos tentando entender por que ele começou com Bernard. Ele precisava, no mínimo, ter conhecimento do time alemão, ter medo sim, pois não era favorito, e escalar mais gente no meio-campo pra tentar deter o meio-campo da Alemanha, muito superior ao do Brasil. Ou o imbecil acreditava que colocar um jogador mais habilidoso chamaria a torcida, mostraria que seu time poderia recuperar o futebol arte de outrora? Nosso treinador é um amador, que tem que pedir demissão do cargo e nunca mais se atrever a dirigir um time de futebol. Parreira nem tinha que ter saído de sua aposentadoria. Ambos são prepotentes, acham que conhecem muito de futebol, mas não sabem o que está acontecendo no futebol mundial.

Seleções consideradas fracas, como Argélia e Costa Rica, apresentaram melhores trabalhos de seus treinadores do que o Brasil. Eram times mais organizados, com táticas, estratégias diferentes pra cada jogo e altamente competitivas, mesmo dentro de suas limitações. A Argélia deu trabalho pra Alemanha nas oitavas. Já o Brasil, foi apenas um jogo treino para a final.

A Holanda, que joga a outra semi contra a Argentina, tem um treinador com total controle dos seus convocados e de seu time. Escala uma equipe pra cada partida, com esquemas táticos diferentes pra cada adversário. Quando seu time está em apuros durante um jogo, substitui brilhantemente, sempre mudando o rumo da partida. Na disputa de pênaltis contra a Costa Rica, entrou pra história ao substituir o goleiro titular pelo terceiro reserva, que havia estudado as cobranças costarriquenhas. Deu certo. Isso se chama estratégia, planejamento, competência. Tudo que faltou ao Brasil.

David Luiz falou após o jogo que temos que tirar as coisas positivas do que aconteceu. A única coisa positiva seria uma faxina geral no futebol brasileiro, das federações à CBF, mudança de nossos calendários, maior competência dos dirigentes de clubes, isso só pra começo de conversa. A lista vai longe. Mas, infelizmente, fica o gosto amargo de que essa humilhação não servirá pra nada, apenas pra matar ainda mais o nosso amor pelo o que um dia foi o melhor futebol do mundo.

Nota: como nota final, não podíamos deixar passar em branco o recorde batido pelo atacante alemão Klose, que marcou seu 16º gol em Copas, ultrapassando Ronaldo Fenômeno. Agora ele é o jogador que mais gols fez em Copas do Mundo. Curiosamente, o jogador mais cotado para um dia quebrar esse recorde, é seu companheiro de equipe Thomas Müller.

Nota 2: A Copa 2014 continua e devemos ressaltar que a derrota brasileira não mancha em nada o que está sendo a competição. Umas das melhores Copas já realizadas, infelizmente vai ficar na nossa memória como o capítulo mais negro na história do nosso futebol. Argentina x Holanda se enfrentam na outra semi-final, no que promete ser um jogaço. Aí vai ter jogo, já que Brasil x Alemanha parecia um treino entre profissionais e amadores. Se a Holanda passar, os dois melhores times da Copa farão uma final sensacional.

Nota 3: Que ninguém venha com o papo de que “se Neymar jogasse, seria diferente”. Não seria. Na verdade, Neymar escapou de ter sua imagem eternamente manchada. Como diria um sábio ditado popular, “malandro é o gato, que já nasce de bigode”.

Gols de Brasil 1×7 Alemanha

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